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MEME: Quebrando pratos em 2014

18:02

*Este meme faz parte das sugestões do grupo RotaRoots - Blogueiros de Raiz

2014 não foi um bom ano para mim. Em 365 dias (!!!), poucas coisas me foram realmente satisfatória. 2014 foi um ano de ansiedades, de expectativas e planos frustrados, de praticamente perder a fé em mim mesma e em parte da humanidade. Em contrapartida, 2015 parece ser um ano promissor - especialmente se facilitarmos isso.

O Rotaroots sugeriu um meme sobre cinco coisas (hábitos, situações etc) que queremos abandonar neste ano, deixar para tras, dar adeus. Então resolvi falar sobre coisas que aprendi, muitas vezes na marra. Espero que quebrar esses pratos possa ajudá-los também!


Prato #01 Passividade (sobre a própria vida)

Você encontrou um cara bonito, inteligente e que te idolatra, mas ele sente ciúme dos seus amigos e ex, te faz criar um novo facebook (ou deletá-lo. ou dar sua senha para ele. ou criar um perfil de casal) e, nas entrelinhas, te faz pensar até em mudar sua maneira de se vestir. Ele divide as coisas entre "coisas de homem" e "coisas de mulher". E, pior: ele te deixa insegura e te faz achar que ter ciúme ou que podar algumas coisas da vida do outro é normal.

Uma campainha soando PÉÉÉNN tocou agorinha. Eu não vou dizer que não ter ciúme é fácil, mas eu posso afirmar por mim que ter ciúme é um problema de quem tem, e, portanto, precisa ser resolvido por quem o sente. Não existe motivos o suficiente para deletar uma amiga da sua vida por causa de namorado. Não existe motivo suficiente para aceitar atitudes que controlem sua vida. Pensemos: um cara ideal realmente te faria escolher? Um cara ideal coloca imposições sobre o que gosta ou não na sua vida? Você viveu X anos sem ele, por que agora ele pode tomar decisões por você?

Já dizia meu namorado: "namoradxs não existem pra mandar na vida de ninguém. Se tá insatisfeito, larga". Tanto é que não gostamos de pessoas que o outro gosta e ok, a vida segue. Não nascemos grudados, decidimos estar juntos. Não existe motivos o suficiente que justifiquem esse tipo de interferência.

Não importa o quanto os dois sejam ciumentos, é um problema de ambos e, frequentemente, causado pela autoestima frágil - experiência própria. Falar sobre é bom, colocar pra fora é ótimo. Interferir na vida de alguém é péssimo.

Eu tenho visto muito essa situação por meninas com sabedoria suficiente para saber que isso é errado, que é abusivo, que não é saudável. Mas nem só de passividade em relação a(o) namoradx a gente vive: já deixei de fazer muita coisa por causa de outras "amigas" ou até mesmo conhecidos. A opinião de qualquer pessoa já foi extremamente forte sobre mim. Com a terapia, com o feminismo e um pouco de amor-próprio (em fase de crescimento) aprendi a frear, porque não é bem assim. Se eu não fazer o que quero, ninguém, nunca, fará por mim. E não se faz sacrifícios por mais ninguém além de nós mesmos.



Prato #02 Ansiedade

Eu sou muito ansiosa. Esse link me descreve completamente. Às vezes, confesso, sou até pior, do tipo que desconta minha ansiedade no mundo inteiro. Em parte, essa ansiedade se dá pela insegurança, pela cobrança extrema, pelas comparaçõs e baixa autoestima (pacote completo, haha). Por outro lado sei que isso acontece porque eu não estou no meu melhor momento, desenvolvendo atividades que me motivam e que me estimulem, física e psicologicamente. Sei que 2015 amenizará isso um bocado, porque finalmente tenho condições de ir atrás disso e colocar novas atividades em prática.



Prato #03 Quem é você, autoestima?

Eu não me sinto bem comigo mesma quando estou fazendo coisas que não gosto. Os últimos dois anos foram especialmente ruins nesse quesito porque não consigo ficar feliz com uma coisa se a outra tá descompensada. Não sei me sentir satisfeita só com metade da minha vida. E, no meu caso, minha autoestima tem muito mais a ver com as coisas que desenvolvo - ainda que eu não consiga desenvolver nada quando estou em ambientes ruins. Eu pretendo enterrar isso este ano mesmo, pois consegui me preparar para uma boa oportunidade em 2015 que, consequentemente, me ajudará a me sentir melhor em relação a autoestima, em todas as esferas (fisicamente, intelectualmente e emocionalmente).


Prato #04 Gente tóxica

Gente que dita qual deve ser nossa decisão. Gente que critica todas as nossas decisões. Gente que acha que "nao vai dar certo". Gente que é indelicada. Gente que não entende. Gente que não se esforça pra entender. Gente que quer discutir suas possibilidades e decisões. Gente que diz que você "arruma desculpas". Gente que é sempre melhor. Gente que "mas eu não faria isso...". Gente que não tem consideração. Gente que te sabota. Gente que é sempre melhor. Gente que mente, que omite, que machuca. Gente tóxica. Porque eu, particularmente, cansei de aceitar o que não gosto, o que não me deixa confortável, o que me machuca - ou o que é simplesmente injusto com outras pessoas.



Prato #05 Tralhas

Tralhas emocionais, mágoas, cansaços, autossabotagem, sabotagem alheia, roupa que não serve, livro que não gostei, fotos que não quero mais. Quero deixar para trás, quero ter um 2015 mais limpo e consciente para dar espaço ao que eu realmente preciso e planejo (como o intercâmbio). Não sou lá um exemplo de desapego e não pretendo chegar ao minimalismo, mas sei que sou capaz de um meio termo.



4 comentários

  1. Fiquei com vontade de escrever sobre isso também, porque olhe, tem muito prato que eu queria quebrar kkkkk
    Também sou ansiosa e minha autoestima não é lá essas coisas todas, principalmente nos últimos meses.

    Tô querendo muito que 2015 traga umas coisas boas, por que olhe, tá difícil a vida kkkk

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  2. Super te entendo, várias das coisas que você postou tab´m são vontades minhas de quebrar, fiz semana passada um post desses também, confere lá depois! beijinhos

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  3. Fran, com certeza 2015 vai ser promissor :D e espero mesmo que esses "pratos" te ajudem ;)

    www.reinodamoda.com.br

    Beijooos

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  4. Também preciso quebrar o prato da ansiedade. Ele me arrasa, o da auto estima também precisa melhorar muito. Desafio para vencer.

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Puxe a cadeira e sirva-se de um chá.