crônicas e contos

eu não falo de[sse] amor

20:07

(daqui)

eu não falo desse amor doído, desse amor oportunista, desse amor-egoico, do amor cego, tão bem camuflado, unilateral, nem do amor-conveniente.

falo dessa sensação de estar renascendo. de conseguir enxergar além: das amarras, do conformismo, das mágoas. falo da sensação de felicidade, falo dos sorrisos sem modéstia e das gargalhadas. falo do sentir-se bem, de sentir-se.

da faísca acesa quando se acorda para um novo mundo interior. da sensação de liberdade ao permitir-se abrir para as novidades, para as experiências e, obviamente, para o sonho.

eu falo desse amor frio-na-barriga, desse amor sorriso-frouxo, desse amor que pede com urgência para que o tempo passe e, em determinado momento, que não passe mais.

eu falo desse amor que deseja o abraço, o corpo, o sussurro. eu falo desse amor quase platônico e ainda tão ao alcance. eu falo desse amor brilho nos olhos, desse amor óbvio. desse amor pode-tudo.

eu não falo do seu amor. eu falo dessa sensação tão insistentemente doce, tierna, que não falo [só] de mim.

eu falo disso tudo que pode vir a ser.

6 comentários

  1. Que coisa mais linda, mais pura, mais doce, mais poesia!

    Lindo, Fran.

    Eu ando me sentindo exatamente assim, sabia?

    Sacudindo Palavras

    ResponderExcluir
  2. "falo dessa sensação de estar renascendo. de conseguir enxergar além". É isso, Fran. É disso que tenho tentando falar.

    Um beijo

    ResponderExcluir
  3. Ai, que fofa. E que esse amor aí venha para perto, que se mostre completo e faça ainda mais feliz.

    Torço, apenas. ♥

    ResponderExcluir
  4. Que lindo. Que inveja. Queria ter um amor assim, quem sabe um dia! Fico feliz que você tenha e que consiga transcrevê-lo em palavras tão ternas. <3

    ResponderExcluir
  5. Pensa num texto emocionante... Amei a forma como você definiu o amor.

    ResponderExcluir

Puxe a cadeira e sirva-se de um chá.