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Ele (não) é meu tipo

10:51

Você precisa formatar esse homem que você quer. Parar de se perder pelo meio do caminho com gente que não tem nada a ver com você. - Tati Bernardi


Não posso dizer que fico ilesa às cobranças em relação a ter um namorado mas posso afirmar que ao contrário de muitas amigas, meus parentes (os mais próximos, que eu realmente considero família) nem ousam a fazer esse tipo de comentário. Não é nem por causar incômodo. É porque eles realmente acham que eu tenho coisa mais interessante pra fazer que "perder tempo com qualquer um".

Mas não é segredo pra ninguém: sempre fui uma pessoa romântica. Cara de gente meiga, sonhadora... Eu assumo isso e vejo como qualidades. Eu ainda acredito em amor e em bons relacionamentos. Não uso desculpas esfarrapadas para falar de algo que não vivi ou não conheço simplesmente porque prefiro me apegar a bons exemplos que a histórias falhas de amor. "Os bons são a maioria" não é?
Circunstância apresentada, faço aqui uma confissão: sou ilesa ao "vou te apresentar um amigo e ele é a sua cara". Nunca deu certo. Nunca funcionou comigo. E, assumo: sinto uma pontada de orgulho por não conseguirem bancar o cupido comigo (enquanto eu faço esse serviço até que bem), mas por motivos completamente diferentes do que possam imaginar.

Tenho amigas que só por me verem conversando com uma pessoa diferente soltam a clássica: "ele é o seu tipo!". Só porque uma pessoa me fez rir, porque tive um sonho com alguém estranho ou por ter visto uma foto e achado bonito (deve ser por isso que não saio por aí "endeusando" as pessoas). Por alguém ter me cumprimentado ou dito algo legal (ainda que seja em um momento onde eu estava aparentemente acabada e precisava de apoio). E acreditem: tudo isso já aconteceu alguma vez na vida. E ainda acontece.

Eu não me incomodo, acabo achando graça. Acontece que nem eu sei qual é o meu tipo. Se prefiro os loiros, morenos, ruivos, gordos, magros, altos, baixos, que prefiram música ou literatura, que passe máquina zero ou seja cabeludo. Não me sinto bem com esses moldes, com essa pré-seleção. Seria como se eu fosse selecionar peças para exibir numa vitrine e penso que não é assim que a banda toca. Apesar de sempre apelar pro clichê "gostar de conversar, ser divertido, ser simpático" quando sou questionada sobre "meu tipo", isso não diz, especificamente, alguma coisa.

Tenho pra mim que algumas coisas nessa vida eu preciso descobrir sozinha. Essa certamente é uma delas. Apesar de brincar com isso, de pedir conselhos e contar minhas histórias, eu gosto de descobrir as pessoas, eu gosto de criar minhas histórias. De imaginar que não me apegando a um estereótipo, não vou deixar passar a chance de conhecer alguém legal.

Sendo assim, Tati Bernardi, não sei se é possível formatar o homem ideal. E sei lá se já nos conhecemos ou não. Eu só sei que quero saber reconhecê-lo, quero acreditar que ele me reconhecerá, quero aproveitar a oportunidade quando o momento chegar. Que se não der certo, ao menos terei tentado. E que, independente do tempo que durar e de quando acontecer, vai ser bonito.

7 comentários

  1. Criar estereotipo do homem ideal pode ser uma boa coisa, mostra determinação e que sabe o que quer. Quando não se sabe o que realmente quer, é melhor deixar o acaso mostrar o que é bom para a gente mesmo.

    Mas se tem uma coisa que eu sempre digo sobre o amor: Cuidado com essas primeiras vistas. Aquela troca de olhares intensa, que leva um segundo mas parece uma eternidade. Essas são as perigosas. A gente nunca esquece, e a lembrança passa a ser agradavel e quando viu já era.

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  2. Sou bem parecida com você nesse aspecto, Fran. Não sou do tipo que sai por aí à procura da minha alma gêmea (só pra constar: não acredito em alma gêmea ou "pessoa certa"). Não ligo muito para o amor. Há dias que eu sequer acredito nele. Eu creio que um dia, daqui algum tempo (não vamos esquecer do fato de que eu sou relativamente muito nova pra pensar e namoro e tenho mais coisas pra fazer) eu sei que certas coisas vão acontecer, que a "vida amorosa" vai surgir e por aí vai. E, apesar de ser romântica assim como você, eu não passo o tempo todo sonhando com um príncipe encantado. Prefiro passar meu tempo fazendo coisas realmente úteis e que me trarão algum benefício. Agora, amor? Esse não nos traz nada além de dor (nota: aprenda com a desgraça alheia).
    Eu ia dizer mais alguma coisa, mas as ideias fugiram da minha cabeça.
    Enfim, ótimo post, Fran. Não me esqueci da sua carta, hein? A Sra. Enrolada aqui vai tentar mandá-la o mais breve possível!
    beijinhos

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  3. Ao mesmo tempo em que acho que criar modelos pra achar o homem da sua vida é furada,também acho que ficar com qualquer um,só por querer naquele momento,é ser bem à toa.Até porque essa outra pessoa pode estar levando a sério e tal e você não (sempre bom lembrar que as pessoas ainda têm sentimentos).Sincronia é o grande lance,porque eu,que sou um alguém muito exigente (não com os tipos),ainda acredito numa simples conquista,que não necessariamente precisa ser explicada,ou obedecer a normas de seleção.

    beijo

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  4. Eu sempre gostei de homens altos. Altos mesmo, tipo 1,80m pra cima. Ok, até aí tudo bem. Apesar de gostar desse "tipo" de homem, sempre achei interessante que todos os que eu gostei nunca chegavam aos tão sonhados 1,80m.

    Até que um dia, bem depois de ter encontrado o Adriel e já estarmos namorando, minha psicóloga me falou algo que me deixou pensando. Ela disse o meu perfil, digamos assim, é de alguém que procuras pessoas opostas a mim. Enquanto sou mais depressiva, digamos, busco gente mais alto astral, mais ativa do que eu. Entende?

    E isso me fez jogar fora todo esse papo de "tipo", de perfil de homem ideal. É papo furado. Uma coisa é duas pessoas se parecerem, gostarem das mesmas coisas. Outra completamente difrente é essas duas pessoas SE gostarem. Não acho que seja algo de tipo, é um sei lá o quê que acontece e já era. Como costumam dizer, é o encontro das neuroses. Ou seja, é o encontro dos inconscientes, das coisas que você nem sabia que poderia gostar.

    Enfim, falei demais kkkkk
    Na hora que você encontrar o seu homem, relaxe, vocês provavelmetne se reconhecerão.

    Beijo, Fran!

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  5. Eu também sou assim, e acho que assim a gente corre menos risco de se decepcionar.E quanto o momento em que vc encontrar o "homem da sua vida" se vocês não se reconhecerem de primeira, provavelmente vocês não estarão preparados um para o outro, quer dizer para o amor.Tudo tem seu tempo e uma das coisas que mais gosto em você é o que ironicamente sempre gostei em mim: Não ter pressa.
    Ainda mais no amor é numa dessas que nos iludimos, sofremos e perdemos dias, meses quem sabe anos com alguma coisa que não valia a pena (como você sabe que eu fiz, mas por outros motivos).Mas com você penso que é continuar nesse passo, calmo como quem segue a vida que vai dar tudo certo . Não é assim que dizem: Se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim." Então...

    Te amo, flor.
    Beijo grande.

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  6. Essas coisas de formatação nunca funcionam mesmo. Mas de tanto colocarem na minha cabeça que preciso ter um namorado estou quase a ponto de concordar com as pessoas e isso é pra lá de triste, sabia? Mesmo. Mas é a vida né... Espero nunca ser dessas que fantasiam a partir de um oizinho porque isso é ridículo já, né.
    Enfim franzinha linda do meu coração, adoro seus textos!
    Abraços <3

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  7. Acho que é "sincero e real", quando há surpresa.
    Quando você se surpreende com a pessoa, conhecendo pouco a pouco.
    Não acredito que "moldar o par ideal", dê certo. Não acredito em regras para o amor, e nem que exista uma receita para fazer dar certo.
    Acho que as coisas não acontecem por acaso, que o destino tratará de unir de alguma forma.
    Que se for pra ser, vai ser. E que se for a pessoa "certa" e não a "ideal", tudo dará certo. Como nos filmes.
    Não é que "contos-de-fadas" não existem. Talvez, a pessoa certa não esteja com sua outra metade.

    (Sim, sou sonhadora. Deu para perceber, né?) rs

    Beijos:*

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Puxe a cadeira e sirva-se de um chá.