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da luta? não me retiro!

15:05

Eu não sei bem como meu interesse por esse tipo de literatura começou. Sei que foi através da Lu, devido ao seu tema de TCC no curso de letras. Literatura Marginal. Ela me mandava vários vídeos, reportagens, entrevistas. Tinha Criolo, tinha Ferréz, tinha Sérgio Vaz. E eu adorava. Dificilmente não sinto preguicinha ao ver vídeos de 5, 10, 50 minutos. Dificilmente consigo ler entrevistas enormes no computador sem me distrair. 

Lu e eu na nossa terra adorada


Mas, de repente, lá estava eu: ouvindo, vendo, lendo. Imaginando a história de vida de cada uma das pessoas daqueles documentários. Imaginando como seria o trabalho deles. Sentindo uma vergonha imensa de mim por ser tão insegura e por ter tanto medo de dizer o que penso ou tentar tornar meus sonhos reais.

E, de verdade? Eu nunca achei que iria gostar tanto de Rap/Hip Hop.

A Virada Cultural de São Paulo chegou. Primeiramente, eu iria no sábado. Depois no domingo, com a Lu. Depois não poderia ir em nenhum dos dois dias. E finalmente ganhei um "presente de aniversário atrasado" e embarquei no domingo pra São Paulo (terra amada: salve, salve!) com a Lu, para assistirmos a alguns saraus. 



Não sei se a Lu sabia o que encontraria no Largo São Bento, mas eu sabia muito menos. Acho que o presente de aniversário atrasado não foi viajar pra lá: foi conhecer a poesia do coração de cada uma das pessoas que estavam naquela praça. De todo coração, espero ter absorvido o máximo que pude.

O rap conquistou meu respeito e minha mais sincera admiração. Os grupos Mesquiteiros, Perifatividade, Cooperifa, Ensaiaço, e o Projeto Marginaliaria (os grupos que vi) conquistaram uma grande fã, e nem sei se a palavra "fã" descreve como me sinto em relação a eles. 

Mesquiteiros

Perifatividade!
Ferréz - Ensaiaço
Sérgio Vaz - Cooperifa
Eu agradeço aos grupos e à Lu por terem feito meus olhos brilharem depois de tanto tempo desanimada e desesperançosa. Por terem feito meu coraçãozinho se sentir como há muito não se sentia. É como se eu tivesse me apaixonado, mas por um monte de gente.
Parabéns (e eu nunca me cansarei de parabenizar) a vocês por terem tanta fé em seus ideais, em suas ideologias, em seus sonhos. Por tentarem tornar o mundo um lugar melhor, seja na periferia, seja no centro de São Paulo ou seja, apenas, o coração de cada um. Pela luta. E obrigada (e nunca me cansarei de agradecer) por me fazer ter (ainda mais) fé nas pessoas, por me fazer conhecê-los e por serem tão encantadores.
ainda pude conhecer a Alê! (bjs Máfia!)
Largo São Bento - São Paulo. Eu te amo, sem mais!

2 comentários

  1. Nós ficamos só um pouquinho lá no S. Bento. E, sinceramente, eu não prestei muita atenção nos nomes da galera que tava apresentando. Só sei que um cara cantou um rap que fez em homenagem às famílias do Pinheirinho e PUTAQUEOPARIU, arrepiei inteirinha!

    Eu voltei de SP completamente apaixonada! Disposta a fazer nosso apê dar certo o mais rápido possível!

    Beijo, Franzi! <3

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  2. Da luta não me retiro é o lema do CA do meu curso. HAHAHAHAHA como não gosto deles, não levo o lema a sério, desculpaê.
    Mas sabe, rap/hip hop são mesmo super legais! É protesto via música e isso é LINDO, não importa se via rock, teatro mágico, funk, tropicalistas, raul seixas ou qualquer coisa. Protestar em prol do que se acredita é e sempre será LINDÍSSIMO!
    São Paulo é mesmo maravilhoso *-*
    Abraços Fran <3

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Puxe a cadeira e sirva-se de um chá.