Entretenimento

Era uma vez um fabuloso destino.

15:35


Título original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Lançamento: 2001 (França)
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Atores: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau.
Duração: 120 min
Gênero: Comédia/Drama

Sinopse: Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor. (fonte)


Não me lembro do dia em que ouvi falar desse filme, tampouco o dia em que ele começou a fazer diferença na minha vida. Sei que um dia eu estava passando pelas Americanas e o vi por um preço muito bom. Comprei assim, num impulso. Logo, a primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi vê-lo.

A história de Amélie é, de fato, doce. Amélie era uma criança isolada, cresceu criando seu próprio mundo, até ter idade para sair de casa. E mesmo assim, continuou carregando consigo aquele seu mundo, aquela sua ingenuidade. Além disso, ela dedica boa parte de seu tempo para ajudar as pessoas - e esquece, muitas vezes, dela mesma.

E um belo dia, quando estava vendo o filme, já na fase de reparar melhor nos diálogos e detalhes eu me vi me identificando com Amélie. Sim. E no fundo, acredito piamente que todos nós - ou a maioria de nós - temos um pouco de Amélie.

Quantas vezes já não cansamos de dar conselho aos amigos que seriam extremamente válidos a nós mesmos? Quantas vezes prestamos tanta atenção nos problemas de alguém que esquecemos de nós? (Isso é válido para o sentido bom e para o ruim, na minha opinião).

Prestamos tanta atenção ao outro, queremos tanto resolver os problemas alheios que às vezes esquecemos de buscar aquilo que queremos. Amélie, como dito na sinopse, sonha com um grande amor. Como muitos de nós. E eis que um dia ele aparece e ela tenta fugir, disfarçar, colocá-lo a prova. Ela se machuca.

Eu não sei vocês, mas já senti como se alguém tivesse apertando algum órgão dentro de mim. Já deixei acreditar em seja lá o que for. Já deixei de acreditar que um sentimento dedicado a mim era real. Já quis me ocupar de ouvir outras pessoas para não pensar exatamente nisso. Sei o quanto muitas das coisas que eu já disse para os outros serviriam pra mim. Sei também as pequenas coisas que me enchem de prazer, sei do mundo que criei pra mim e das coisas que gosto. Do simples que me faz sorrir, que me faz ficar em um maravilhoso estado de paz de espírito. E como foi com Amélie, sei que haverá um momento onde aquilo que eu desejo vai, finalmente, me preencher.

E não será o final. Será o começo. Onde eu deixarei de ter medo, onde, sem dizer uma palavra, tudo vai se esclarecer.

Eu tenho pensado muito nela nos últimos dias, e muitas partes da história ficam latejando na minha mente. Talvez pra me lembrar que, apesar da confusão que tenho sentido nos últimos dias (e da baixa autoestima e da falta de fé em determinadas coisas e de me sentir muito chata ultimamente), as coisas, no seu momento, chegarão. E eu não posso fugir ou ficar me prendendo a algo que, visivelmente, não está me fazendo bem.

Como uma sonhadora, sempre fui muito de me inspirar em personagens, sempre me identifico com vários deles. Mas ao contrário de muitos, onde as coisas acontecem como mágica, Amélie tem um destino fabuloso por mérito dela. Talvez tenha chegado a minha vez. E os sinais estejam aparecendo.




imagens: adoro cinema, weheartit.

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