crônicas e contos

; um cαpitulo α pαrte.

18:37


A mente guarda, como se fossem as memórias de ontem, todas as promessas, as palavras, dos sorrisos e dos olhares; da cumplicidade, do abraço, do afeto; dos desabafos. Do andar de mãos dadas. Dos planos. Da felicidade pelo outro. Da felicidade, simplesmente, por ter o outro. A certeza que sempre, sempre se podería procurar o outro. Todo um sentimento que ninguém atingiu. Nem o tempo. Nem distância.
O coração não opina mais. Não vê mais o olhar brilhante, não sente mais o calor do abraço nem a segurança das mãos dadas, e talvez se lembre, numa imagem distante e desfocada, de um sorriso. Mas não se sente no direito de opinar sobre aquilo que não tem. A razão, por sua vez, atua com classe e diz não se lembrar de palavra alguma, afirma jamais ter acreditado nas promessas. Afirma saber, desde o início, que nada daquilo iria durar, que nada era verdade.
A alma? Prefere se calar, enquanto a esperança ainda a move.

6 comentários

  1. roubei o texto (:
    eu te amo, e pensa no que eu te disse hoje, tá?

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  2. Que lindo texto esse, me lembrou alguns textos de Drumond. Bem interessante o seu modo de ver a vida, as suas analogias e tudo mais. Mostra criatividade, e isso é importante para alguém que gosta de se expressar pelas palavras.

    Quero agradecer a visita lá no meu blog. Muito obrigado e volte sempre. Tem um post novo, se quiser ir lá ver está convidada.

    Um grande abraço,
    Átila Siqueira.

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  3. não gosto quando o meu coração pára de opinar.
    em que vou acreditar, me basear e me guiar desse jeito?

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. só marcando presença, afinal já comentei xD hihi ;$
    te amo muito fran! <3

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Puxe a cadeira e sirva-se de um chá.