crônicas e contos

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17:18



Ela era uma princesa.
Alguém que desde sempre, acordava cedo para ver o sol nascendo. Que colhia flores e se sentava a beira do rio, só para que as borboletas viessem rodeá-la. Era uma garota com algo diferente no olhar. Uma decepção que se misturava a algum tipo de esperança. Um sorriso que tentava disfarçar tudo que o coração realmente sentia. Ela jamais se importava com o que lhe dissessem, com o que achavam. Ela se importava, apenas, em seguir sua vida, do seu jeito. Era uma mulher no corpo de garota. Coração de menina. Era boneca também. E princesa. Sempre, sempre princesa. Pensava assim, talvez, para ter forças e seguir em frente - uma princesa nunca desiste. Ela fazia pedidos às joaninhas que pousavam em sua mão, e assopavra-as com tamanha delicadeza. Ela escrevia, também. Escrevia coisas que ninguém nunca havia lido. Escrevia o suficiente pra sentir-se em paz. Algumas vezes, dormia na varanda do quarto, sentada no chão, olhando as estrelas. De alguma forma, alguém a levava para o quarto: cobria a menina e ficava ali, na beira da cama, vendo ela sonhar. Beijava-lhe a face e saia. Mas a garota jamais descobria quem era... podia ser obra dos seus sonhos, aliás. E sonhava. Sonhava em todos os sentidos. Sonhava enquanto dormia, mas sonhava acordada também. Sonhava em mudar o mundo, sonhava alcançar seu objetivos. Sonhava sonhar. Algumas vezes, ia pra algum jardim, bem longe de tudo e de todos, e sonhava com a saudade. Sonhava com o abraço que não recebeu, com a carta que não enviou, com o telefonema que perdeu e com o beijo que não chegou. E transformava seus sonhos em lágrimas. Outras vezes, sonhava lembranças. Umas e outras, poucas. Um tanto perdidas, um tanto desfocadas naquela mente cheia de coisas. Momentos e pessoas que se cruzavam. Algumas palavras e frases que se misturavam. Consolos e colos, promessas e risos. Era tudo que ela jamais sonhou perder. Eram lembranças que se transformavam em meios sorrisos, em sorrisos nostalgicos. E sonhava, sonhava e desejava com toda alma uma última oportunidade com o príncipe que se perdeu nessa história toda.
E todo esse sonho se tranformava em um nó na garganta, um aperto no coração.
Ouvia, então, lá longe, vozes que a chamavam, dentre histórias e sorrisos.

Ela não podia chorar, não podia viver assim.
Ela era uma princesa.

5 comentários

  1. Ess aprincera era você?
    *_*

    Lindo sempre!
    (L)

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  2. Oi, gostei do seu blog, me parece muito bonito e interessante. Depois vou passar para visitar com mais calma.

    Me visite também se puder: atilasiqueira.blogspot.com

    Um grande abraço,
    Átila Siqueira.

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  3. Posso falar? Chorei. Aperto no coração, de certa forma me vi como a princesa. Tentando disfarçar o que o coração realmente sente, transformando sonhos em lágrimas, sem poder chorar. Lindo.

    Francy, quero colocar seu blog nos meus links... Qual é o nome daqui? :x

    Obrigada por estar sempre lá no meu blog, por me deixar vir aqui e ler você. Vamos conversar mais pelo MSN :) Beijos.

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  4. As vezes me perco, mas logo depois te encontro!
    :D

    Que lindo isso tudo!!!

    Beijos!
    Te amo!

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  5. ... Mas a garota jamais descobria quem era... podia ser obra dos seus sonhos, aliás. E sonhava. Sonhava em todos os sentidos. Sonhava enquanto dormia, mas sonhava acordada também. Sonhava em mudar o mundo, sonhava alcançar seu objetivos. Sonhava sonhar.

    Tá lindo demais...
    vc é linda demais!

    Amo e admiro vc, minha gemola!!

    Beeeijooo (:

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Puxe a cadeira e sirva-se de um chá.